Rooming list para excursão: o que é, como fazer e quais informações incluir

A rooming list ajuda agências, organizadores e guias a organizar os passageiros de uma viagem em grupo e, quando há hospedagem, definir a distribuição dos hóspedes nos quartos. Veja o que incluir, como montar e quais cuidados tomar.

V Vinícius
25/08/2026
Rooming list para excursão: o que é, como fazer e quais informações incluir

Faltam poucos dias para a excursão. O hotel está reservado, os passageiros estão confirmados e aparentemente está tudo certo.

Até começar a sequência de perguntas: quem ficará em cada quarto? Quais passageiros pediram camas separadas? Houve alguma desistência? Aquele casal entrou na última atualização? O hotel recebeu a versão mais recente da lista?

É justamente para organizar informações como essas que existe a rooming list.

Muito utilizada em viagens em grupo, excursões, eventos e operações de hotelaria, ela ajuda a transformar uma relação de nomes em uma informação operacional que pode ser consultada pela agência, pelo guia e, quando necessário, pelo meio de hospedagem.

Mas existe uma diferença importante: rooming list não é simplesmente qualquer lista de passageiros.

Neste artigo, você vai entender o que é uma rooming list, quais informações podem fazer parte dela, como montá-la, quando enviá-la ao hotel e quais cuidados evitam erros justamente quando a viagem está prestes a começar.

O que é rooming list?

Rooming list é a relação utilizada para organizar os integrantes de uma viagem em grupo, especialmente sua distribuição nas acomodações de um hotel.

Na hotelaria, o significado tradicional está diretamente relacionado aos quartos: a lista apresenta os hóspedes de uma reserva de grupo e indica como eles devem ser acomodados.

Materiais de formação em hospedagem utilizados no Brasil descrevem a rooming list como uma listagem enviada antecipadamente pela agência ou operadora para que o hotel organize a distribuição dos apartamentos antes da chegada do grupo.

Na prática, ela pode informar, por exemplo:

  • quais passageiros fazem parte do grupo;

  • quem ficará hospedado com quem;

  • qual é o tipo de acomodação;

  • quais são as datas de entrada e saída;

  • quais situações específicas precisam ser conhecidas pelo hotel;

  • quais alterações ocorreram desde a confirmação da reserva.

Em operações de excursão, o termo também pode aparecer de maneira mais ampla para se referir a uma lista operacional dos passageiros da viagem, principalmente quando a mesma relação é utilizada para conferência, embarque, divisão do grupo ou comunicação com fornecedores.

Por isso, antes de montar a sua, vale responder a uma pergunta simples:

para que essa lista será utilizada?

Se ela será enviada ao hotel, a distribuição por acomodação é fundamental. Se será utilizada pela equipe durante o embarque, outras informações operacionais podem ser mais importantes.

Para que serve uma rooming list?

Imagine um grupo com 42 passageiros chegando ao mesmo hotel.

Sem uma organização prévia, seria necessário descobrir na recepção quem ficará com quem, conferir tipos de quartos, resolver alterações e distribuir as acomodações enquanto dezenas de pessoas aguardam no saguão.

Com a lista preparada anteriormente, boa parte dessas decisões já chega resolvida.

O material de formação do e-Tec Brasil sobre recepção e reservas explica justamente esse fluxo: agências e operadoras podem enviar antecipadamente a rooming list e, na chegada da excursão, o guia utiliza a relação para auxiliar a distribuição das acomodações.

Para quem organiza a viagem, isso torna a rooming list útil em diferentes momentos.

Antes da viagem

Ela ajuda a conferir se:

  • todos os passageiros confirmados estão na lista;

  • a quantidade de hóspedes corresponde ao que foi contratado;

  • a divisão dos quartos fecha com a capacidade reservada;

  • pedidos e situações específicas foram considerados;

  • desistências e substituições foram atualizadas.

Na comunicação com o hotel

A rooming list permite enviar ao meio de hospedagem uma referência única sobre a composição do grupo.

Isso diminui a dependência de informações espalhadas em mensagens como:

“Maria vai com a filha.”

“João trocou com Pedro.”

“Esse casal quer cama de casal.”

“Entrou mais uma pessoa naquele quarto.”

O problema não é receber essas mensagens. O problema é depender delas como versão final da operação.

Na chegada do grupo

Com a distribuição preparada, o guia ou responsável consegue conferir as informações com a recepção e orientar os passageiros com mais agilidade.

Fontes do setor hoteleiro também apontam a preparação antecipada da lista como uma forma de facilitar o planejamento da chegada e o check-in de grupos.

Rooming list e lista de passageiros são a mesma coisa?

Não exatamente.

Essa distinção é importante porque os dois termos acabam sendo usados como sinônimos em algumas operações.

Uma lista de passageiros tem como objetivo principal identificar quem participa da viagem. Dependendo da necessidade da agência, ela pode trazer nome, documento, ponto de embarque, contato, poltrona e outras informações.

Já a rooming list, em seu uso tradicional na hotelaria, acrescenta a lógica da hospedagem: ela informa como os integrantes do grupo estão distribuídos entre quartos ou tipos de acomodação.

Pense assim:

Lista de passageiros

Quem vai viajar?

Rooming list

Quem vai viajar e como o grupo será organizado para a hospedagem?

Na rotina de uma agência de excursões, entretanto, uma mesma relação pode servir a mais de uma finalidade. O importante é não presumir que a lista enviada para um fornecedor contém automaticamente tudo o que outro precisa.

O hotel pode precisar saber a distribuição dos hóspedes. Já quem coordena o embarque pode precisar do ponto de encontro ou de alguma informação operacional diferente.

O que deve conter uma rooming list?

Não existe um único modelo que funcione para todas as viagens.

Um bate-volta sem hospedagem possui necessidades muito diferentes de uma excursão de cinco dias com dois hotéis e diferentes categorias de acomodação.

Ainda assim, algumas informações aparecem com frequência.

1. Identificação da viagem

Antes da relação de passageiros, deixe claro a qual grupo aquela lista pertence.

Pode ser útil informar:

  • nome da excursão ou grupo;

  • agência ou organizador responsável;

  • destino;

  • hotel;

  • data de entrada;

  • data de saída;

  • responsável pelo grupo.

Isso parece básico até o hotel receber várias listas de grupos diferentes na mesma semana.

2. Nome dos hóspedes

Utilize os nomes de maneira consistente e verifique se a grafia está correta.

Em algumas situações, o fornecedor poderá solicitar que o nome esteja de acordo com o documento utilizado pelo hóspede.

O formato necessário deve ser confirmado diretamente com o hotel ou fornecedor.

3. Distribuição dos quartos

Esse é um dos elementos centrais de uma rooming list de hospedagem.

Um exemplo simples:

Acomodação

Passageiros

Tipo

Quarto 1

Ana Souza / Carlos Souza

Casal

Quarto 2

Juliana Lima / Patrícia Alves

Twin

Quarto 3

Marcos Silva

Single

Quarto 4

Roberto Costa / Helena Costa / Lucas Costa

Triplo

O número definitivo do apartamento nem sempre é conhecido pela agência antecipadamente. Muitas vezes, o organizador informa a composição e o tipo de acomodação, enquanto a atribuição do número físico do quarto fica a cargo do hotel.

4. Tipo de acomodação

Dependendo do contrato com o hotel, podem aparecer categorias como:

  • single;

  • duplo;

  • twin;

  • triplo;

  • quádruplo;

  • suíte ou outra categoria contratada.

Aqui existe um cuidado importante: “duplo” não necessariamente informa como serão as camas.

Um quarto para duas pessoas pode ter uma cama de casal ou duas camas separadas. Se essa diferença for relevante para a reserva, ela deve estar clara.

5. Datas de check-in e check-out

Quando todos chegam e saem juntos, as datas podem aparecer apenas no cabeçalho da lista.

Quando existem exceções, pode ser necessário registrá-las individualmente.

Esse detalhe é especialmente importante em grupos nos quais:

  • alguém chega um dia antes;

  • parte dos passageiros prolonga a estadia;

  • guias e motoristas possuem hospedagem diferente;

  • o grupo utiliza mais de um hotel durante o roteiro.

6. Observações realmente necessárias

Pode haver situações que precisam ser comunicadas para que a operação funcione corretamente.

O ponto-chave aqui é necessidade.

Não transforme a coluna “observações” em um depósito de toda informação que a agência possui sobre o passageiro.

Se uma informação não será utilizada pelo hotel ou por quem receberá aquela versão da lista, pergunte-se por que ela precisa estar ali.

Atenção aos dados pessoais na rooming list

Uma rooming list pode conter dados pessoais. Nome, telefone, número de documento e outras informações relacionadas a uma pessoa identificada ou identificável entram no campo de proteção da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, a LGPD.

Isso exige cuidado principalmente porque essas listas costumam circular entre agência, equipe, guia e fornecedores.

Um princípio importante da LGPD é o da necessidade: o tratamento de dados deve se limitar ao mínimo necessário para atingir sua finalidade, utilizando informações pertinentes e não excessivas.

Na prática, isso significa evitar a lógica:

“Já que temos os dados, vamos colocar tudo na planilha.”

O melhor raciocínio é:

“Quais informações essa pessoa ou fornecedor realmente precisa receber para executar esta parte da viagem?”

Por exemplo, o hotel pode precisar de determinados dados para a hospedagem. Isso não significa que toda informação cadastral disponível na agência precise constar na versão da rooming list enviada a ele.

Também tenha cuidado especial com observações que possam revelar informações sensíveis ou desnecessariamente detalhadas sobre passageiros.

A rooming list deve facilitar a viagem — não multiplicar cópias de dados pessoais sem necessidade.

Como fazer uma rooming list passo a passo

Uma boa rooming list começa antes de abrir a planilha.

O trabalho mais importante está em garantir que as informações utilizadas para montá-la estejam corretas.

1. Comece pela relação atualizada de passageiros

Defina qual será sua fonte principal de informação.

Antes de distribuir os quartos, confirme:

  • passageiros confirmados;

  • cancelamentos;

  • substituições;

  • acompanhantes;

  • crianças, quando isso alterar a acomodação;

  • cortesias;

  • guia e equipe, caso estejam incluídos na hospedagem.

Se existem três planilhas diferentes e cada uma possui uma quantidade de passageiros, o primeiro problema não é a rooming list. É descobrir qual delas está certa.

2. Confira o que foi contratado com o hotel

Depois, volte à reserva da hospedagem.

Suponha que o bloqueio seja composto por:

  • 2 quartos single;

  • 8 quartos duplos;

  • 4 quartos triplos.

A distribuição precisa respeitar a capacidade e as condições efetivamente acordadas.

Antes de começar a encaixar pessoas, confirme com o hotel:

  • quantidade de acomodações;

  • capacidade de cada tipo;

  • configuração de camas quando relevante;

  • política para crianças;

  • possibilidade de cama extra, se aplicável;

  • eventuais regras específicas da reserva.

Não crie a distribuição contando com uma acomodação que ainda não foi confirmada.

3. Identifique grupos que devem permanecer juntos

Casais, famílias e acompanhantes normalmente ajudam a formar os primeiros agrupamentos.

Depois vêm as combinações que dependem de preferência ou escolha dos próprios passageiros.

Se sua agência permite que o viajante indique com quem deseja dividir o quarto, defina um processo para coletar essa informação antes da montagem final.

Deixar essa decisão para o saguão do hotel costuma ser uma maneira bastante eficiente de transformar dez minutos de check-in em uma assembleia geral.

4. Distribua os passageiros conforme a capacidade contratada

Agora faça a alocação.

Depois da primeira versão, confira os números.

Por exemplo:

  • 3 quartos duplos = capacidade para 6 pessoas;

  • 4 quartos triplos = capacidade para 12 pessoas;

  • 2 quartos single = capacidade para 2 pessoas.

Total: 20 hóspedes.

Parece uma conta simples — e é.

Mas ela identifica rapidamente situações como um passageiro incluído duas vezes, alguém esquecido ou uma divisão que depende de uma cama que não existe na reserva.

5. Separe informações confirmadas de solicitações

Existe uma diferença importante entre:

“quarto twin confirmado”

e

“passageiro prefere camas separadas”.

Uma é uma condição confirmada. A outra pode ser uma solicitação sujeita à disponibilidade ou às condições contratadas.

Não transforme pedidos em garantias dentro da lista sem confirmação do fornecedor.

6. Revise nomes e alterações

Pouco antes do prazo combinado com o hotel, faça uma conferência com a sua relação de reservas.

Procure especialmente por:

  • nomes duplicados;

  • passageiros ausentes;

  • cancelados que continuam na relação;

  • substituições não atualizadas;

  • quartos acima da capacidade;

  • pessoas alocadas em dois quartos;

  • acompanhantes separados incorretamente.

7. Identifique a versão enviada

Se você trabalha com arquivos, não use nomes como:

rooming-list-final.xlsx

rooming-list-final-agora-vai.xlsx

rooming-list-final-correta-2.xlsx

Em vez disso, use algo que permita reconhecer a atualização, como:

rooming-list-cal-das-pedras-18-09-2026-v03

Ou inclua no próprio documento a data e o horário da última atualização.

O objetivo é simples: impedir que alguém trabalhe com uma versão antiga sem perceber.

8. Confirme o recebimento

Enviar o arquivo não significa que a atualização foi vista.

Quando houver mudanças importantes próximas da viagem, confirme com o responsável pelo hotel qual versão está sendo considerada.

Também vale estabelecer antecipadamente:

  • até quando alterações são aceitas;

  • por qual canal devem ser enviadas;

  • quem é o contato responsável;

  • como mudanças posteriores ao prazo serão tratadas.

Essas condições variam de fornecedor para fornecedor e devem ser combinadas diretamente.

9. Leve uma versão acessível para a operação

No dia da chegada, o responsável pelo grupo precisa conseguir consultar a lista sem iniciar uma busca arqueológica por anexos do WhatsApp.

Tenha a versão atual disponível para quem realmente precisará utilizá-la.

Dependendo da operação, pode ser útil manter uma versão digital e outra pronta para consulta mesmo em situações de conexão ruim.

Exemplo de rooming list para excursão

Um modelo básico poderia ser organizado desta forma:

Excursão: Serra Gaúcha
Período: 12 a 16 de novembro
Hotel: Hotel Exemplo
Responsável pelo grupo: Agência Exemplo
Atualização: 10/11, às 14h30

Grupo

Hóspedes

Acomodação

Check-in

Check-out

Observação operacional

01

Passageiro A / Passageiro B

Duplo – casal

12/11

16/11

02

Passageiro C / Passageiro D

Duplo – twin

12/11

16/11

Configuração confirmada

03

Passageiro E

Single

12/11

16/11

04

Passageiro F / Passageiro G / Passageiro H

Triplo

12/11

16/11

O objetivo desse exemplo não é fornecer um padrão obrigatório.

Sua lista deve refletir:

  1. o que foi contratado;

  2. as necessidades reais daquela viagem;

  3. as informações que o fornecedor precisa;

  4. os cuidados necessários com dados pessoais.

Quanto mais previsível e padronizado for o processo da agência, menos tempo será gasto reconstruindo o formato a cada nova saída.

Quando enviar a rooming list para o hotel?

Não existe um prazo universal que valha para todos os hotéis.

O ideal é definir esse ponto ainda durante a negociação da hospedagem.

Pergunte ao fornecedor:

“Até qual data vocês precisam receber a rooming list final do grupo?”

Também confirme como serão tratadas alterações posteriores.

Esse prazo pode depender do tamanho do grupo, contrato, ocupação do hotel, características da reserva e procedimentos internos do estabelecimento.

Por isso, cuidado com regras genéricas encontradas na internet como “sempre envie X dias antes”. O prazo que importa para sua excursão é o que foi acordado com aquele fornecedor.

Internamente, entretanto, é inteligente trabalhar com uma data anterior.

Se o hotel precisa da lista até sexta-feira, não comece a perguntar na quinta à noite quem deseja dividir quarto com quem.

Crie seu próprio prazo para os passageiros e deixe uma margem para conferência.

Quais são os erros mais comuns ao montar uma rooming list?

Trabalhar com várias versões ao mesmo tempo

Uma pessoa atualiza o Excel.

Outra altera uma cópia no Google Drive.

O guia recebe um PDF pelo WhatsApp.

O hotel ainda está com o arquivo enviado três dias antes.

Pronto: quatro versões da mesma viagem.

Defina uma fonte principal e controle claramente quando uma nova versão é distribuída.

Atualizar o passageiro, mas esquecer o quarto

Imagine que Carla cancelou e Renata entrou em seu lugar.

A lista geral é atualizada, mas a distribuição dos quartos continua com Carla.

Na prática, o passageiro existe em um lugar e não existe no outro.

Sempre que houver substituição, verifique todas as informações relacionadas.

Confundir preferência com confirmação

“Gostaria de um quarto no térreo” não significa “quarto no térreo confirmado”.

Identifique claramente aquilo que foi solicitado e aquilo que efetivamente faz parte da reserva.

Reunir informação demais

Quanto mais campos uma planilha possui, maior pode ser a impressão de controle.

Nem sempre isso é verdade.

Uma rooming list com 25 colunas que ninguém utiliza pode ser menos eficiente do que uma relação com seis campos bem definidos.

Colete e compartilhe aquilo que possui finalidade operacional clara.

Deixar a montagem para a véspera

A rooming list depende de várias outras decisões: passageiros confirmados, acomodação contratada, divisão do grupo e eventuais alterações.

Quando tudo isso é resolvido horas antes da saída, qualquer inconsistência vira uma urgência.

Como organizar alterações de última hora

Elas vão acontecer.

Um passageiro pode cancelar. Outra pessoa pode ocupar a vaga. Um acompanhante pode mudar. O hotel pode precisar ajustar determinada acomodação.

O objetivo não é criar uma operação na qual alterações nunca ocorram. É criar uma operação na qual uma alteração não deixe cinco informações diferentes para trás.

Um processo simples é:

  1. registrar a mudança na fonte principal;

  2. identificar quais partes da operação foram afetadas;

  3. atualizar a rooming list;

  4. conferir novamente a capacidade;

  5. comunicar quem precisa conhecer a alteração;

  6. registrar a nova versão.

Se toda mudança exige procurar nomes manualmente em várias planilhas, mensagens e documentos, a chance de esquecer algum ponto cresce conforme o número de passageiros aumenta.

Planilha funciona para rooming list?

Sim.

Para determinadas operações, uma planilha bem organizada pode funcionar perfeitamente.

Ela permite criar colunas, filtrar passageiros, ordenar quartos e compartilhar a relação.

O problema aparece quando a agência começa a manter, separadamente:

  • uma planilha de vendas;

  • uma planilha de passageiros;

  • outra de pagamentos;

  • outra de quartos;

  • uma lista de embarque;

  • documentos enviados pelo WhatsApp.

Nesse cenário, o trabalho não está apenas em montar a rooming list.

Está em manter todas essas fontes sincronizadas.

Uma reserva nova precisa aparecer onde?

Uma desistência precisa ser removida de quantos lugares?

Uma informação corrigida pelo passageiro precisa ser alterada em quais arquivos?

É nesse momento que vale avaliar se o método utilizado continua acompanhando o tamanho e a frequência da operação.

Rooming list bem feita começa no cadastro dos passageiros

É comum pensar na rooming list como algo que precisa ser preparado apenas na semana da viagem.

Na realidade, sua qualidade depende de como as informações foram organizadas desde a primeira reserva.

Quando cada passageiro possui um cadastro identificável e está relacionado à viagem correta, montar a lista final se torna muito mais simples.

Quando os dados chegam em formatos como:

“Meu nome é João. Vou com minha esposa. O nome dela está naquele áudio que enviei ontem.”

...o problema começa bem antes do hotel.

Criar um processo padronizado para coletar e atualizar informações reduz o retrabalho no fechamento da viagem.

Como a rooming list funciona na Avoei

Na Avoei, a rooming list faz parte da organização dos passageiros de cada viagem.

À medida que a agência registra e administra os passageiros vinculados ao pacote, essas informações permanecem centralizadas na operação da viagem. A rooming list pode ser consultada e exportada em PDF, o que facilita sua impressão ou o compartilhamento com a equipe e os guias.

A Avoei também permite utilizar metadados personalizados para registrar informações específicas que a agência precisa controlar em determinada viagem. Entre os exemplos documentados estão lugar no ônibus, restrição alimentar e outras informações operacionais. Esses campos podem ser incluídos na exportação da rooming list.

Isso é especialmente útil porque nem toda excursão exige os mesmos dados.

Uma viagem rodoviária pode precisar de um campo para poltrona.

Outra operação pode precisar registrar uma informação específica dos passageiros para aquela saída.

Em vez de obrigar todas as viagens a seguir exatamente o mesmo conjunto de informações, a agência consegue adaptar determinados campos à sua necessidade operacional.

Uma visão geral do fluxo na Avoei

De forma simplificada, funciona assim:

1. A agência cadastra a viagem

O pacote reúne informações como datas, preço, limite de vagas, roteiro, itens inclusos e demais dados da operação.

2. Os passageiros ficam vinculados à viagem

As reservas e os participantes daquele pacote passam a fazer parte da operação correspondente, evitando misturar passageiros de viagens diferentes.

3. Informações específicas podem ser organizadas

Quando necessário, a agência pode utilizar metadados personalizados para registrar dados operacionais adicionais relacionados à viagem ou aos passageiros.

4. A equipe consulta a relação da viagem

Com os passageiros centralizados, a agência não precisa reconstruir a relação começando por várias conversas separadas.

5. A rooming list pode ser exportada em PDF

A lista pode ser impressa ou compartilhada com quem participará da operação, conforme a necessidade da agência.

A ideia não é tornar a rooming list mais complicada.

É justamente o contrário: fazer com que ela seja consequência de uma operação organizada, e não um documento que precisa ser reconstruído às pressas antes de cada saída.

Organização antes da viagem evita improviso durante a viagem

A rooming list parece um documento simples — e, em essência, é.

O valor está no que ela representa.

Quando a relação está correta, o hotel sabe quem esperar, a equipe consegue consultar o grupo com mais facilidade e o organizador reduz decisões que precisariam ser tomadas durante a chegada.

Mas uma boa rooming list não nasce de uma planilha bonita.

Ela depende de passageiros atualizados, informações centralizadas, responsabilidades claras e um processo para lidar com mudanças.

Quanto maior o grupo e maior a frequência das viagens, mais importante se torna saber qual informação é a versão correta.

Se a sua agência ainda precisa reconstruir listas manualmente toda vez que uma excursão está próxima, vale conhecer como a Avoei organiza passageiros e informações de cada viagem.

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Perguntas frequentes sobre rooming list

O que significa rooming list?

Rooming list significa, de forma geral, a lista utilizada para organizar hóspedes de uma reserva em grupo. Na hotelaria, ela normalmente relaciona os participantes às respectivas acomodações ou tipos de quarto.

Quem deve fazer a rooming list?

Em uma excursão organizada, a elaboração costuma ficar sob responsabilidade da agência, operadora ou responsável pelo grupo, em alinhamento com o meio de hospedagem. A responsabilidade específica deve ser definida entre as partes envolvidas na reserva.

O que colocar em uma rooming list?

Normalmente são incluídos identificação do grupo, nome dos hóspedes, distribuição das acomodações, tipo de quarto, datas de entrada e saída e observações operacionais necessárias. O conteúdo deve ser adaptado à finalidade da lista e ao que foi solicitado pelo fornecedor.

Rooming list precisa ter número do RG ou CPF?

Não necessariamente. O hotel ou outro fornecedor deve informar quais dados precisa para seu procedimento. Como a lista envolve dados pessoais, a agência deve evitar incluir informações sem finalidade e observar as regras aplicáveis de proteção de dados.

Quando a rooming list deve ser enviada ao hotel?

O prazo deve ser combinado com o estabelecimento. Não existe um número de dias que possa ser aplicado a todas as reservas. É recomendável que a agência também defina um prazo interno anterior para concluir a distribuição e revisar os dados.

Posso fazer uma rooming list no Excel?

Sim. Uma planilha pode funcionar bem, especialmente em operações menores. Conforme aumentam o número de passageiros, viagens e alterações, porém, manter várias planilhas e fontes sincronizadas pode gerar mais retrabalho.

Rooming list é igual à lista de embarque?

Não necessariamente. A rooming list tradicionalmente organiza hóspedes e acomodações. A lista de embarque é voltada à operação de transporte e conferência dos passageiros. Em algumas agências, uma relação central de passageiros pode servir de base para ambos os documentos, com campos diferentes conforme a finalidade.

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Tags

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Escrito por

Vinícius

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